A escritora Angela Carneiro em video e textos comenta seu trabalho e suas leituras prediletas.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Para Tamiires
Este livro se passa no ano de 1972, ano do meu vestibular. Para escrevê-lo, passei seis meses na biblioteca nacional pesquisando. Li todos os Jornais do Brasil do ano de 72. Todos. Lia e anotava.
Rola uma tendência de nós ao envelhecermos entrarmos na síndrome do “no meu tempo” como se tivéssemos vivido um tempo melhor. E não é nada disso. Claro que o sorvete Kibon da minha infância era muito melhor do que se tornou nos anos 90. No entanto, hoje, está muito melhor,pelo menos o de chocolate. Logo agora que não posso mais comer chocolate! Mas, mesmo sendo um sorvete gostoso, vamos combinar que não primava pela higiene. Até grampo eu vi dentro do sorvete Kibon na ida década de 60. Mas perdemos a jujuba, o delicado, o Ki-bamba e o Ki-coisa. Seus similares são esponjosos e perfumados,ruins mesmo. O bombom alpino, então, nem se fala. Costumava ser a melhor coisa do mundo quando falhava na higiene, já que a embalagem deixava o chocolate exposto. Hoje tem gosto de fumaça. Isso só é compensado pela maravilhado “dark and soft” e uma variedade daquelas que...
Pera lá! não era esse o tema! sempre viajo. Voltemos ao Vestibilhar de Medicinuca. Tamiires, a jovem que quer saber, me pergunta qual a minha motivação ao escrever o livro. Devolvi a pergunta: o que você acha?
Dois foram os meus nortes. Um deles foi escrever um livro com um subtítulo virtual; Vestibilhar de Medicinuca ou Nós que não fomos presos. Pois tudo o que trata dessa época tem como protagonistas pessoas envolvidas em política, deixando a impressão de que todo mundo era engajado e não era assim, muito pelo contrário. Afinal, sei fosse assim, não tinha durado tanto. E o engraçado é que o filme 1972 também marcou esse ano como algo especial, gostei da coincidência.
O segundo norte foi mostrar as diferenças. Principalmente no que tange o ingresso à faculdade. Quem lê o livro deve notar que em nenhum momento se fala a expressão “ ingressar no mercado de trabalho”, frase hoje sine-qua-non até pra se fazer pulseira de miçanga. A gente ia para a universidade com dois propósitos: namorar, que ninguém é de ferro e se realizar como pessoa mudando o mundo. A gente queria mudar o mundo, não era como hoje que ninguém mais quer mudar nada, só se quer upgrade. Ainda se discutia se a mulher devia ou não trabalhar fora. Ainda se discutia se a moça devia ou não casar virgem. Ainda não se falava palavrão na frente de mulheres, nós estávamos começando a aprender a falar merda em voz alta. Éramos pioneiros. 5 anos depois tudo tinha mudado! até o uso de droga era diferente. Poucos iriam atrás de uma droga estimulante como cocaína, droga típica da pressa, do ganhar dinheiro, do estresse, a droga predileta dos setores de entretenimento , política e bolsa de valor. Ninguém sequer pensaria em usar extasi, a não ser por experiência sexual. As drogas eram lisérgicas, visuais e calmantes. Tinham o objetivo do prazer, do conhecimento. Não era para ganhar dinheiro . Claro que para se passar no vestibular e virar a noite se usava droga, drogas legais , no sentido de legalizadas. Mas não a minha turma, a turma das ciências humanas. Afinal, nos anos 70, o cara mais atraente fazia história e não engenharia. Eram valores diferentes.
Então, Tamiires, esta foi a minha intenção, e eu espero ter passado isso. Espero ter despertado a curiosidade ao lembrar que houve um tempo sem computador, sem telefone celular, sem joguinhos eletrônicos. Um tempo quando ser culto era moda. Quando não se estava interessado em ganhar dinheiro ou ser celebridade. Onde Big Brother não vingaria já que não se estava interessado em ser celebridade. Um apartamento legal não tinha sofá ou televisão das Casas Bahia. Televisão era coisa de careta. Almofadas, estantes repletas de samambaias e livros feitas de caixas d´água ou caixotes de maçã ou tábuas e tijolos. A palavra customizar não existia mas nossas roupas o eram.
No mais, pergunte!
(José Olympio Editora. Texto e ilustrações meus)
sábado, 6 de outubro de 2012
Filmes bons
Esse mundo tecnológico é uma maravilha. Antigamente, quem quisesse ver um filme tinha de ir até o cinema. Então, cinema era coisa de cidade e de cidade grande. Aí veio a TV. Lembro quando ela chegou na minha casa, eu tinha 3 anos. Precisava esquentar primeiro e os filmes em preto e branco eram legendados . Não dava para ler sempre, às vezes coincidia a letra branca no fundo branco. Os melhores aniversários infantis tinham "cineminha" Ah! como eu adorava! Aí TV em cores e o video cassette! A essa altura eu já tinha filhos. Comprei vários títulos para rever, rever, gravei montes da TV e.. sim, DVD!
Hoje, morando no meio do nada, posso assistir filmes pelo computador e pela tv de assinatura. E foi isso que fiz. Liguei a tv pela manhã enquanto pedalava na ergométrica e assisti ao filme Rockstar. Um jovem roqueiro substitui o vocalista de uma banda, passa por drogas/sexo/rockandroll , claro, e ao final do filme decide que essa vida não era para ele, prefere fazer seu próprio som , simples e sem pressão.
Pela tv , hoje, assisti ao filme Se enlouquecer não se apaixone. Eu tinha visto a chamada , mas não me impressionei. Evidentemente um filme pra jovens, e eu, apesar de escrever para jovens não curto filmes para jovens. Gosto de filmes que jovens também gostam, é diferente. Mas não assisti ou li Crepúsculo e vampiros, pra mim, só mesmo A dança dos Vampiros. Vampiros não me interessam. E filmes em manicomios..ora, depois de Um estranho no ninho e A garota Interrompida, chega, né?
Mas assisti e como assisti! com todo interesse e, ao final, lágrima nos olhos. Um jovem se sente deprimido, um jovem que teoricamente tem tudo pra ser feliz, e se interna e fica uma semana no manicômio. E se sente mais forte após disso.
Pelo site do Netflix assisti ao filme Paris. Um rapaz está com um problema cardíaco muito sério e sua irmã se muda para seu apartamento com os 3 filhos para cuidar dele. E assim passeamos por Paris, por todos os lados de Paris, por dentro e por fora.
Sim, recomendo, mas me fizeram pensar. Os filmes americanos estão cada vez mais críticos às pressões do sistema, mas as soluções são sempre individuais. Se largam os modelos de "winner" de sucesso, nunca tentam uma solução coletiva. A impressão que me dá é que o filme é só catarse, nunca crítica. Pois o problema para o roteirista está sempre no protagonista que não sabe viver a vida bem.
Já o filme Paris , apesar de também mostrar que a gente tem muito o que apreciar quando se está vivo, não oferece visões mais otimistas do mundo, apenas usar os sentidos.
São ótimos filmes e os recomendo, mas, que tal nos darmos as mãos para mudar as coisas e culpar os verdadeiros culpados?
Mas assisti e como assisti! com todo interesse e, ao final, lágrima nos olhos. Um jovem se sente deprimido, um jovem que teoricamente tem tudo pra ser feliz, e se interna e fica uma semana no manicômio. E se sente mais forte após disso.
Sim, recomendo, mas me fizeram pensar. Os filmes americanos estão cada vez mais críticos às pressões do sistema, mas as soluções são sempre individuais. Se largam os modelos de "winner" de sucesso, nunca tentam uma solução coletiva. A impressão que me dá é que o filme é só catarse, nunca crítica. Pois o problema para o roteirista está sempre no protagonista que não sabe viver a vida bem.
Já o filme Paris , apesar de também mostrar que a gente tem muito o que apreciar quando se está vivo, não oferece visões mais otimistas do mundo, apenas usar os sentidos.
São ótimos filmes e os recomendo, mas, que tal nos darmos as mãos para mudar as coisas e culpar os verdadeiros culpados?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O mundo a ser revisitado que Monteiro Lobato criou
Somos tão traumatizados pela censura dos anos passados, quando a ignorância e o autoritarismo mandava prender Moliere, que a qualquer semelhança com restrição já saímos bradando pela tal “liberdade de expressão”. Com isso, acabamos aceitando outros arbitrarismos e terríveis perseguições. Uma pena. Mas é assim que se vive, ou, que, pelo menos, ao que parece, concordamos em viver no momento.
Recentemente, por maquiavelismo, ignorância, pressa ou incompetência, uma manchete induziu as pessoas a pensarem que o livro “Caçadas de Pedrinho” de Monteiro Lobato, pai de todos nós escritores para crianças, estaria sendo censurado. Não estranhei pois já falo sobre isso há mais de 20 anos em palestras e conferências. Também não entrarei no mérito da verdade pois já foi muito bem contada aqui(http://www.brasilianasorg.com.br/blog/luisnassif/a-falsa-polemica-do-cne-e-monteiro-lobato). Ih! Abaixo-assinados, gritos e brigas entraram em cena na internet (não sei se no asfalto também, ando longe da vida urbana) Imagino que essas pessoas, também por pressa (afinal, quem lê tanta notícia? Já dizia Caetano) ignorância, princípio de defesa de toda e qualquer liberdade, ou sentimento de classe, cada uma por um motivo embarcaram na dúbia manchete.
Mas, o que realmente me apavorou foi o fato , se verdadeiro, do Ministro da Educação afirmar que” não vê racismo no livro” . Dá medo. O livro caçadas de Pedrinho termina com a seguinte frase: “ Tenha paciência- dizia a boa criatura. Agora chegou minha vez. Negro também é gente, Sinhá..” Acho que ela não se referia apenas ao privilégio de andar em cima do lombo do pacato gramático rinoceronte Quindim. Seria subestimar Lobato considerando-o ingênuo ou alienado, não concordam?
Sim, a “boa criatura” é a Tia Nastácia. Ao longo do livro o narrador usa as seguintes expressões ao falar sobre ela: negra, a boa negra, a preta, a pobre negra. Pobre negra é a sua predileta. A personagem Emília, neste livro, diz que" as onças vão comer até Tia Nastácia que tem carne preta." E ela não é corrigida, coisa que ocorre quase sempre que abre sua torneirinha de asneira. Mas isso é fala de boneca de pano. Já o próprio narrador descreve a situação da chegada das onças assim:.” Tia Natácia, esquecida de seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão, pelo mastro de São Pedro......”
Reumatismos sim, afinal, Tia Nastácia tem 70 anos e ainda é a empregada do sítio. Alguém estranharia o fato da professora esclarecer aos alunos que foi na década de 70 que empregados domésticos começaram a ter direitos trabalhistas?
Ora, ao longo dos livros infantis do autor a perícia culinária da Tia Nastácia é cantada em prosa e verso! Seus bolinhos alimentaram São Jorge na lua, seu cafezinho, segundo ela mesma, “tem visgo”, quem prova não quer mais sair do sítio, e outras tantas guloseimas. No entanto, o livro de culinária mais famoso há décadas ( do qual sou a mais feliz recente ganhadora) se chama “ Dona Benta”, logo da “velha” que, ao que se saiba, nunca entrou na cozinha para amornar uma água. Vá entender.
Sinto a necessidade de esclarecer esses pontos pois tenho certeza de que Monteiro Lobato seja muito mais incensado do que lido. Dezenas de pessoas entre seus 30 e 40 anos que enaltecem o autor, duvide-o-dó que tenham lido a obra. Talvez um único livro, certamente viram a adaptação televisiva. Mas ler tudinho como fiz e tantos da minha geração? Raro. Tanto é que, ao serem perguntados sobre quais outros livros que adoravam na infância ficam ah.. é... ah.. é... Quem leu Monteiro Lobato e gostou certamente leu e vibrou com outros livros, pois, se assim não fosse, sua missão teria sido um fracasso.
Ah! E não apenas expressões racistas a respeito de negros, caro Ministro, Emília é tratada pelo autor como uma pessoa prática pois “ciganinha como era costumava tirar partido de tudo”, isto é, ganhar vantagens, presentes, dinheiro. O grifo é meu.
Jovem,quando eu era pequena, não estranhava o tratamento dado à Tia Nastácia, sabe porquê? Na minha casa a cozinheira também era uma senhora negra que vivia na cozinha e pitava cachimbo e falava errado e eu, como Narizinho, ajudava a catar feijão.(No livro, tia Nastácia fala felomeno , em vez de fenômeno, e outras diferenças) Caso quisesse ver TV junto com a família, ficava à porta da sala sentada em um banquinho sem encosto. Na minha casa e na maioria das casas. Tirava folga dois domingos ao mês, recebia a metade do salário mínimo e não tinha férias. Jovem, a canção de carnaval era “ o seu cabelo não nega mulata porque és mulata na cor, mas como a cor não pega , mulata, mulata quero o seu amor” e o samba” ai meu deus que bom seria que voltasse a escravidão eu pegava a essa mulata e prendia no meu coração e depois a pretoria que resolvia a questão” .É isso o que queremos na nossa sociedade?É este o mundo em que vivemos hoje? Faz sentido? Mesmo sendo divertidos, românticos sambas? É isso o que nós queremos tocando nas rádios, sendo cantados nas nossas escolas? Você sabia que um diretor de um colégio em 1971 proibiu de uma negra ir de cabelo solto ao colégio porque atrapalhava a visão dos alunos? Agora já sabe, jovem. Se chegou até aqui não tem mais desculpa.
Então, ninguém acharia nada demais que o Conselho de Educação recomendasse a contextualização histórica de Geografia de Dona Benta explicando que o estado de Mato Grosso não é mais aquele ou que a população do mundo mudou e até aproveitasse para mostrar os movimentos sócio-políticos do mundo. No entanto, gritam se falam em recomendar a contextualização histórica no que tange o racismo. Assustador. Ao que parece, a conselheira , apesar de ter comido mosca na primeira distribuição, está ciente do que pode acontecer em uma sala de aula se um aluno começar a ofender o outro de “negra beiçuda”, como Emília constantemente o faz ao longo dos livros, ou “macaca de carvão”. É crime e a professora vai ter de assumir as conseqüências.
A prova de que a conselheira está certa é ver como tantos leram a notícia por alto ou sem refletir , ou mesmo concordam com a discriminação. É dinheiro do contribuinte gasto em compras de livros. E livro é para ser lido e não pra ficar enfeitando estante . Em geral,quano se fala em adoção de livros, a leitura daquele livro é obrigatória e cobrada em provas e testes.. Quem é que está verdadeiramente bem preparado para separar uma briga entre dois alunos porque um chamou o outro de " macaco de carvão"? (vá explicar que foi elogioso, pois mostra como é ágil) Bem, o assunto não terminou,nem suas derivações, mas o tempo para ler , imagino, já. Então, como diz o Rei Roberto:
" quantas vezes eu tentei falar que no mundo não há mais lugar para quem toma decisões na vida sem pensar”
domingo, 9 de setembro de 2012
Livro bom
Pronto! já me ajeitei na poltrona feliz. Um livro que começa com essa frase já me promete um tempo de felicidade.
Sabe quando a gente encontra uma nota de dinheiro em um bolso de casaco e fica muito feliz? Esse livro foi assim. Estava na estante juntamente com uns 5 do mesmo autor. Dele, tinha lidoAs Vinhas da Ira e o Diario de viagem. Não me entusiasmei. Ah! mas já vou começar Doce quinta feira!
Sou uma dependente de livros. Quando criança ou jovem lia de tudo. De M.Deli a Dostoievsky sem critério. Agora ando exigentíssima.
Em primeiro lugar quanto à temática. Se o livro é violento, mau e escatológico , out! Não quero saber. Aos 18 anos eu tinha tudo a aprender. Hoje, aos 57, também tenho mas essa parte eu já aprendi.
Em segundo, o estilo.
Não sei qual o pior, se o estilo best-seller, sim, pois se o livro vende muito pode estar certo que é ruim. É bom pra indústria, pra editora e pro autor mas não é bom pra formação de leitores nem pro mundo. Simplesmente porque é impossível atingir tanto auma jovem carioca,quanto a um seringueiro no Amazonas quanto a um monge do Tibet. É impossível. Como é impossível um best-seller, em geral, atinge toda a classe média , a burguesia do mundo. Logo, é ruim. Como dizia Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra. Um desses best sellers que tentei ler pois segundo uma pessoa a autora era maravilhosa começava assim: a marcha indolente do velho chevrolet.. AAAA! Morte a todas marchas indolentes!!! Sucata aos velhso chevrolets!!!
Pode ser que um best seller seja um bom entretenimento, mas só isso. Assim, entre eles, recomendo o best seller Irwing Wallace, por exemplo. Ele pega um tema controverso e envolve numa trama no melhor estilo americano. E você se distraiu durante uns meses.
Esse tipo de best-seller é melhor do que o pretenso literário. Pois ele não te engana. Você compra o que ele promete, aventura e romance!
Ah.. mas há certas coisas que não são imitáveis. E o gênio é uma dessas coisas. Ele é pra você usufruir mas não para você se inspirar nele. Na nossa música temos, por exemplo, Jorge Benjor. Um gênio. Só ele pode fazer o que ele faz. Só Jorge Benjor pode falar em uma canção
"Essa gravata é o relatório
De harmonia de coisas belas
É um jardim suspenso
Dependurado no pescoço
De um homem simpático e feliz
Feliz, feliz porque... com aquela gravata"
Qualquer outro que o imite ou seja inspirado por ele é pseudo. Guimarães Rosa na literatura é assim: o gênio. Aí um mundo de gente vê isso e quer ser igual!! Ó céus! e engana outro mundo de gente e aí, meu amigo, não tem mais jeito.
Há um autor estrangeiro incensado, lá fui eu lê-lo. Tava na cara que ele tinha lido o nosso Guimarães e queria ser igual. Aí ficava enganando os trouxas e deve ser infeliz, pois certamente sabe que não chega aos pés do mestre e nunca chegará. Temos muitos assim na nossa literatura. Fazem mal à humanidade. Principalmente nos dias atuais quando editoração é um business. Não se trata mais de literatura e sim de negócios. Os próprios editores ficam confusos quanto à literatura.
Assim, quando eu peguei esse livro foi uma bênção!
É meu gênero de livro, quando não há um único personagem cuja saga somos convidados a seguir e sim tudo é personagem. Da casa, ao cachorro, do homem à mulher à criança à doença e à alegria.
Uma rua. Seus habitantes.
O editor o critica, diz que o Steinbeck idealiza e ele está errado.
Daria um grande filme! mas, pelo que li, o filme que foi feito foi horrível e faria o autor se revirar no túmulo.
O autor desnuda a América, claro. Ele não se engana. E nos oferece o verdadeiro americano do dia a dia de maneira magistral.
.....................................
Recentemente assisti a Rubens Figueredo em uma entrevista com a filha do Rubem Fonseca, Beatriz Fonseca. Ah! comprei todos os livros dele depois disso. Aguardo chegarem.
Ele pensa como eu! Disse literalmente: livros que vendem muito não podem ser críticos, pois pertencem ao sistema. Não são bons para desenvolver o hábito da leitura, para a leitura.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
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